A Chuva
Depois de lindos dias de sol
Veio a chuva
Chuva de verão
Começou sutilmente
Eu ao lado de uma Banca de Jornal
Buscava o retono pra casa
A água que me molhava era jogada por guarda-chuvas
De pessoas desesperadas a reclamar da chuva
Mas, a chuva responde em brado forte
Já a percebo como um manto de águas a cair do céu
A luz em forma de desgargas eletricar ilumina
Sob o som dos trovões
Chuva....
Da ponte, não posso a cidade
A chuva parece limpar
Carregar a sujeira humana
Nas ruas corre águas suja
Levandos barquinhos de lixos
Tem lixo por todo lado e a rua já é rio
O carros insistem em navegar
Barcos encalhados na rua
As pessoas queixam e lamentam
A chuva lavou a cidade
Mas depois da tempestade vem o lixo
Meu rotineiro caminhar pela areia ao lado do mar
Esteve entre lixos do luxo humano
A areia antes branca hoje tem todas as cores da escória
São embalagens de bebidas, de comidas e de cosméticos
Sandálias, sacolas, sujeira
Água tem várias cores
Verde musgo, amarelho enchente, espumas escuras
O Sol está triste e se faz presente sem aquele brilho do verão
Alguns animais voam gentilmente tentando limpar
Algumas pessoas caminham entre os lixos
Algumas crianças se banham entre eles
Alguns dias a praia fica triste.
Nós sujamos o mar.
Tempestade
Posted by Elaine Cortez, Virginia Damasio Dutra e Monica M at 5:15 AM
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